SCALE-UPS – SOLUÇÃO PARA A BAIXA PRODUTIVIDADE BRASILEIRA

O Brasil está situado na 81ª posição no Ranking de Competitividade Global 2016, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial e que contempla 138 países. É a pior posição dos últimos 20 anos e evidencia a baixa produtividade brasileira. Este ranking determina o nível de produtividade de uma nação e o grau de prosperidade que ela possa alcançar.

Ainda, de acordo com o The Conference Board (2015), instituição global independente de pesquisa em negócios, o Brasil teve uma queda de -4,1% na produtividade de seu trabalhador (medida pela relação entre o PIB e o número de trabalhadores no país). Desta maneira, é necessário o trabalho de mais pessoas para produzir a mesma quantidade de riqueza. O mais grave, neste contexto, é que no mesmo período, a média mundial deste índice foi de crescimento de 1,5%, sendo que nos países emergentes ele alcançou até 2,5%.
Uma das possibilidades de se alavancar a produtividade no Brasil é o fomento à criação de empresas conhecidas como as Scale-Ups. Esta é a denominação usada mundialmente para designar empresas que crescem mais de 20% ao ano, por mais de três anos consecutivos.
De acordo com a Endeavor, organização de fomento ao empreendedorismo no Brasil, estas empresas impactam de modo intenso a geração de empregos, enquanto empresas comuns contratam em média 0,34 ao ano, as Scale-Ups contratam cerca de 31, quase 100 vezes mais. De acordo com o IBGE, são 33.320 Scale-Ups no  país, cerca de 1% do total de empresas brasileiras, contudo, entre 2012 e 2014 elas foram as responsáveis por aproximadamente 60% dos postos de trabalho criados no país, algo em torno de 3,3 milhões de empregos segundo o IBGE e acrescentaram R$ 250 bilhões ao PIB. Seu modelo de negócios faz com que sua receita se amplie muito mais rapidamente que seus custos, o que lhes faz ganhar escala e impulsionar exponencialmente a economia nacional.



SAFRA BRASILEIRA DE GRÃOS 2019

Fonte de dados: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / LSPA – Levantamento Sistemático da Produção Agrícola  / Janeiro de ...