Como apresentado no estudo O BRASIL É AGRO, 3.113 (cerca de 56%) dos 5.570 municípios brasileiros, têm na agropecuária sua atividade com maior Valor Adicionado Bruto. Segundo o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Valor Adicionado é: valor que a atividade agrega aos bens e serviços consumidos no seu processo produtivo. É a contribuição ao produto interno bruto pelas diversas atividades econômicas (...). Mais expressivo ainda é que a atividade agropecuária representa mais da metade da economia em 1.135 municípios brasileiros, 20,4% do total. Estes dados foram disponibilizados pela publicação do IBGE - Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2010 – 2014 e proporcionam uma amostra bastante elucidativa do cenário da economia brasileira.
Destes 1.135 municípios, onde mais da metade da economia é gerada pela agropecuária, 210 se localizam no Rio Grande do Sul e 144 no Paraná, o que representa respectivamente 42,25% e 36,1% do total de municípios destes estados. Estes números demonstram a dependência econômica destes estados em relação à agropecuária.
Esta publicação é importante porque é a primeira que apresenta os dados relativos aos três segmentos da economia de cada um dos municípios brasileiros. Deste modo, pode-se observar que, com dados de 2014, 652 municípios, ou 11,7% do total nacional, respondem por mais da metade do Valor Adicionado Bruto da Agropecuária do Brasil.
Esta publicação é importante porque é a primeira que apresenta os dados relativos aos três segmentos da economia de cada um dos municípios brasileiros. Deste modo, pode-se observar que, com dados de 2014, 652 municípios, ou 11,7% do total nacional, respondem por mais da metade do Valor Adicionado Bruto da Agropecuária do Brasil.
Com os dados desta publicação observa-se que a indústria brasileira continua altamente concentrada, com apenas 15 municípios gerando aproximadamente 25% do Valor Adicionado do segmento; estes municípios, cabe ressaltar, abrigam 17,5% da população brasileira. O Parque Industrial nacional desenvolve-se mais intensamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo e São Paulo é o município com maior participação percentual no Valor Adicionado da Indústria no Brasil, representando aproximadamente 5,6% do valor total do segmento. Na outra ponta, 3.012 municípios somam 1% do Valor Adicionado da Indústria.
Excluindo-se os serviços da Administração Pública, São Paulo também apresenta o maior Valor Adicionado no segmento de Serviços, que, em 2014, representava 15,1% do total nacional; Rio de Janeiro e Brasília correspondem à 5,8% e 3,1%, respectivamente. Ressalta-se que, segundo a publicação do IBGE, houve um movimento de desconcentração dos serviços no país, demonstrado pelo decréscimo nestes percentuais destes municípios entre 2010 e 2014. Em 2014, 35 municípios produziam metade do Valor Adicionado de Serviços do país (aproximadamente 0,6% dos municípios brasileiros), destes, 18 eram capitais. Entretanto, 2.110 municípios, cerca de 37,9% dos municípios brasileiros, detinham apenas 1% do Valor Adicionado de Serviços no Brasil.
Neste sentido, segundo a publicação do IBGE, houve também uma incipiente desconcentração de renda no Brasil, em 2010, 52 municípios geravam metade do PIB nacional. Em 2014, esta relação passou a ser de 62 municípios para a metade do PIB brasileiro.
Em 2014, 25% do PIB brasileiro estava contido em sete municípios: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Porto Alegre. Havia, em contraponto, 2.298 municípios brasileiros, cerca de 41,3% do total brasileiro, que dependiam do setor público (saúde, educação e administração) em mais de 1/3 de suas economias; especialmente em estados das regiões Norte e Nordeste.
