ÁREA, DIVISÃO TERRITORIAL REGIONAL BRASILEIRA E SUAS RESPECTIVAS PARTICIPAÇÕES NA PRODUÇÃO DE GRÃOS DO PAÍS.

De acordo com a Resolução nº 2, de 29 de junho de 2017, editada pelo IBGE, o território brasileiro é de 8.515.759,090 Km², divididos regionalmente como no gráfico:


O maior estado brasileiro continua sendo o Amazonas, com 1.559.146,876, Km² e o menor é Sergipe, com área de 21.918,443 Km². O Distrito Federal conta com um  território de 5.779,997 Km².
Na esfera municipal, Santa Cruz de Minas (MG) é o menor município brasileiro, com superfície de 3,565 Km²; o maior município em área é Altamira (PA), com 159.533,328 Km².
Regionalmente, a hegemonia na produção de grãos é da região Centro Oeste, com a Região Sul muito próxima tanto em área colhida, quanto em produção. Entretanto, neste sentido, uma relação numérica se faz obrigatória: a área colhida na Região Sul corresponde a 34% de seu território, enquanto que na Região Centro Oeste este percentual é de apenas 15,77%. Considerando-se que a área do Centro Oeste é 178,48% maior que a da Região Sul, pode-se confirmar numericamente seu potencial de crescimento, especialmente pela recuperação de áreas degradadas com pastagens. 


Ressaltamos ainda o expressivo aumento da produtividade e produção de grãos nas regiões brasileiras em relação à abertura de áreas, como demonstrado no gráfico abaixo:



Como se pode perceber, a Região Nordeste teve uma acentuada elevação em sua produção, alcançando 88,94% entre as safras 2016/17, com um aumento de apenas 18,54% em sua área; seu aumento de produtividade também se destaca dos demais, chegando a 59,39%. O Centro Oeste também, com uma majoração de apenas 8,40% em sua área, está obtendo um aumento de 39,84% em sua produção, através, essencialmente, de incorporação de tecnologia ao campo, melhorando sua produtividade em 29,01% .
Neste sentido, ainda na região Centro Oeste, segundo dados do IBGE, a cultura do algodão, por exemplo, teve, de 1990 a 2017 um incremento de 1.317,23% em sua produção, enquanto sua área evoluiu em apenas 446,61%. O milho no Centro Oeste aumentou sua produção em 1.506,52% tendo sua área ampliada em apenas 482,70%. Apresenta-se em sequência, como forma de demonstrar a majoração da produção em função do aumento de produtividade, um cenário histórico singularizado e regionalizado das principais culturas de grãos no Brasil (algodão, milho, soja, arroz e feijão), fundamentado nos dados do IBGE:
MILHO – Entre 1974 e 2017 sua produção aumentou em 510,54%, enquanto sua área teve uma majoração de apenas 67,08%. Sua produtividade foi ampliada em 265,41%.




SOJA – a área de soja no Brasil aumentou cerca de  558,49% entre 1974 e 2017, sua produção neste período foi majorada em 1.359,98%, ao mesmo tempo em que sua produtividade está  121,72% maior neste mesmo período.



ARROZ – a cultura do arroz no Brasil apresenta um desempenho interessante: sua área decresceu ao longo do período compreendido entre 1974 e 2017, cerca de -56,69%; contudo, sua produção teve um acréscimo de aproximadamente 82,43%, em decorrência de um aumento bastante expressivo de 321,25% em sua produtividade.



ALGODÃO a dinâmica da cultura do algodão, no período de 1974 à 2017, é semelhante à do arroz, sua área decaiu aproximadamente – 46% enquanto sua produção aumentou na ordem de 155,04%, em função de um acréscimo substancial de cerca de 372,18% em sua produtividade.



FEIJÃO –a produção de feijão no Brasil, entre 1974 e 2017, teve um incremento de aproximadamente 48,59%, com uma redução de área, entretanto, de cerca de -28,06%. Esta produção só pode ser obtida pela elevação da produtividade da cultura, que, neste período, foi de 106,54%.




SAFRA BRASILEIRA DE GRÃOS 2019

Fonte de dados: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística / LSPA – Levantamento Sistemático da Produção Agrícola  / Janeiro de ...