Em 2015, ano em que o Brasil caiu nas três áreas avaliadas pelo PISA – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, com dados divulgados em fins de 2016, o ensino brasileiro ganhou novos rumos, com a concepção das escolas com propostas de vanguarda para a educação, fundamentadas no que há de melhor no ensino mundial inovador. Foram avaliados modelos educacionais na Finlândia, Cingapura, Alemanha, Suíça e Estados Unidos, formando uma estrutura educacional inovadora, com bases em tecnologia, compartilhamento e produção de conhecimento.
De acordo com dados do INEP – Instituto Nacional de Pesquisas, no Brasil, o PISA 2015, foi aplicado em aproximadamente 73% dos estudantes de 15 anos e apontou um cenário bastante degradante de nossa educação, o país caiu nos índices das três áreas, em relação aos resultados da avaliação anterior realizada em 2012. Em ciências, ênfase da edição de 2015, o Brasil passou de 405 para 401; em leitura desceu de 410 para 407; em matemática a queda foi ainda mais acentuada, de 391 para 377.
Foram 72 países avaliados e o Brasil ficou em 63º em ciências; 59º em leitura; e em 66º em matemática. Últimas posições nas três áreas. Cingapura ficou com os três primeiros lugares nesta edição e foi um dos pilares do processo de inovação na educação brasileira de ponta.
Os parâmetros para avaliar a posição do Brasil neste ranking são determinados pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que considera o nível 2 na avaliação o mínimo para que um aluno tenha “a aprendizagem e a participação plena na vida social, econômica e cívica das sociedades modernas em um mundo globalizado”. Neste sentido, o Brasil, teve em todas as três áreas avaliadas mais de 50% de seus estudantes abaixo do nível 2, em alguns casos, inclusive, muito mais.
A gravidade deste cenário, para o desenvolvimento do país fica ainda mais evidente quando considera-se que cerca de 4,38% dos alunos ficaram aquém do nível mais baixo determinado pela OCDE para ciências; 7,06% para leitura; e 43,74% para matemática. Estes números demonstram que certamente não seremos um país abundante em cientistas e engenheiros.
Ressalta-se que o universo pesquisado pelo PISA no Brasil era composto por:77,7% de estudantes do ensino médio; 73,8% da rede estadual; 95,4% deles residiam em áreas urbanas e 73,7% se encontravam em municípios do interior do país.
Com este quadro educacional no país, diversas oportunidades surgiram, uma delas são as escolas com foco no processo de aprendizagem e não no ensino, com o aluno sendo o centro do processo e tendo à disposição tecnologia de ponta e estímulo à produção científica. Impressoras 3D, ensino trilingue, aprendem matemática pelo método de Cingapura, líder do PISA, estudam religiões do mundo, desenvolvem projetos utilizando efetivamente energia solar. Fazem intercâmbios com as melhores escolas do mundo e recebem professores de outros países.
Seus professores, exclusivos, trabalham 40 horas semanais, mas durante 10 horas apenas se aperfeiçoam ou preparam aulas. Ser bilingue é essencial para ministrar aulas nestas escolas, aderir ao conceito de pensar e produzir conhecimento também. Formar cidadãos globais é a essência deste nível de ensino, onde o alto nível tecnológico deve estar inserido em um contexto humano, sensível e sensorial.
Os principais eixos deste ensino são: a sustentabilidade, trabalhando uma postura ética, conscientizando o aluno de sua responsabilidade socioambiental e de seu dever para com a sociedade atual e futuras gerações; a colaboração, desenvolvendo habilidades de comunicação e trabalho em equipe; a linguagem de programação, este eixo do aprendizado tem o objetivo de desenvolver o raciocínio lógico, a criatividade e, em essência, o protagonismo, a partir do qual o aluno compreende efetivamente o funcionamento da sociedade e do mundo, conscientizando-se de sua capacidade de interferência positiva em seus processos; o empreendedorismo, é o alicerce do conhecimento, promove o senso de organização, planejamento e autoconhecimento nos alunos, dotando-os de ferramentas que os capacitam a desenvolver e realizar projetos e, mais importante, ensinando ao aluno a se responsabilizar por seu crescimento e sucesso pessoal e profissional.
É claro que este modelo educacional é bastante restrito, ainda que, em sua maioria, os colégios deste padrão tenham filas de candidatos a alunos; seu alto custo limita bastante seu ´público. Entretanto, este é um modelo a ser seguido, em todos os seus parâmetros, também pelos colégios privados e públicos do país, o que, certamente, elevaria efetivamente a qualidade do ensino brasileiro.

